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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
como se comportar com seu parente, namorado(a), marido/esposa, amigo(a) que é bipolar?

Segundo a Dra. Liliana depende da fase o bipolar está.


Dra. Liliana

Tem episódios que o bipolar está tão desequilibrado (digo desequilibrado em termos de química cerebral) que ele mesmo não tem consciência de como está se comportando. Tanto faz se está deprimido, psicótico, maníaco. A pessoa pode estar tão fora do equilíbrio que não consegue tomar nenhuma atitude positiva para com ela mesma e pode magoar e ferir os que estão perto. Nessa hora, o doente, na minha opinião, não tem querer. É preciso uma pessoa forte e determinada para tomar a frente do tratamento do bipolar. Levar ao médico, dar a medicação, colocar limites, cobrar resultados. O doente nessa situação está totalmente a mercê do outro que vai trabalhar para seu reestabelecimento. E o bipolar nessa hora deve se entregar e confiar. Por isso que é tão importante estar cercado de gente legal e que quer seu bem. Comparando com o diabético,
seria a hora que o diabético entra em coma. A pessoa que convive com o bipolar deve saber reconhecer essa fase e tomar as atitudes certas, e não levar as possíveis agressões para o lado pessoal, é a doença falando.
O que eu percebo é que muita gente abandona o bipolar justamente na hora em que ele mais precisa de ajuda e na hora em que ele não está senhor do que está fazendo.
A outra fase que eu reconheço são os pequenos desequilíbrios secundários a alguns estímulos extraordinários no dia a dia. O bipolar descompensa mas não chega a se perder totalmente. Geralmente existe medicação para horas como essa, de emergência e passageira e quem está perto precisa ter um pouco mais de paciência e reconhecer a descompensação e ajudar ao retorno do equilíbrio. Isso não quer dizer que o bipolar não fique triste ou muito alegre como as outras pessoas, mas ele tem facilidade de descompensar e seu comportamento descompensado é bem diferente de seu comportamento quando em equilíbrio. Novamente, digo que muita gente falha em reconhecer esse desequilíbrio e não entende que é um sintoma, como se tivesse subido a glicemia no sangue do diabético depois de uma refeição especial.
Então, a dúvida que se coloca é: quando é a doença falando e quando é a pessoa? Se surgiu a dúvida, deve-se entrar em contato com o médico. Para sabermos se é um desequilíbrio, devemos analisar as circunstâncias nas quais ocorreu o comportamento. E constatando-se que foi numa situação anormal, as chances de ser um sintoma de descompensação são grandes. E o bipolar precisa de ajuda.
A terceira fase do bipolar é quando ele está equilibrado, em harmonia. É nessa hora que as pessoas esquecem que ele pode descompensar dependendo do estímulo, porque ninguém tem a palavra “bipolar” tatuada na testa. O bipolar em equilíbrio não difere de mais ninguém.
A grande questão para quem convive com um bipolar é se você está disposto a conviver com alguém com uma doença cronica que pode descompensar de vez em quando. Tem gente que prefere esquecer da condição do bipolar assim como não quer ver que aquela outra pessoa é diabética e tem que fazer dieta para o resto da vida.
Um tempo atrás soube de um caso de uma paciente cuja amiga falou: eu não te procurei mais porque você estava chata. No que a paciente respondeu: eu estava chata porque estava doente e era nessa hora que você deveria ter reconhecido que eu não estava bem e me ajudado.
Enfim, tem gente que só consegue se relacionar superficialmente com outras pessoas, apenas quando elas estão bem de saúde. Você deve saber seu limite e ver até que ponto quer se envolver com alguém doente.

3 comentários:

Toni [LionHearT] disse...

Só quem é bipolar, como eu, sabe como é ser abandonado pelos queridos quando se mais precisa. Artigo excelente, que eu gostaria que minha família e amigos lessem... e compreendessem.

Natasha disse...

Ney e amigos do panikento, quero dar um testemunho aqui. Ontem foi a primeira vez que eu consegui entender meu marido e tenho uma imensa gratidão ao blog de vocês, ele salvou meu casamento e agora posso entender o que meu marido sente. Eu estava pensando que era frescura dele, e hoje sei que não é, obrigado por salvar minha vida e meu casamento e minha familia. VOCES SÃO 10 100 1000

Anônimo disse...

Eu agradeço seu artigo. Meu marido é bipolar e nossa vida juntos tem sido como "caminhar sobre ovos". Do nada ele se transforma numa pessoa muito difícil que se sente vítima do mundo. Ele já está afastado do trabalho há 4 anos e me preocupo com os efeitos disso tudo sobre meu filho, que tem 10 anos. Espero que o amor vença todos os problemas, porque é muito difícil.

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